A revista Veja On-line
O conteúdo de
Veja é aberto até certo ponto, alguns artigos e arquivos são de acesso exclusivos de assinantes da revista ou do
Uol. A revista tem domínio próprio, possui um mapa detalhado do site, disponibilizando o conteúdo desde 1997 até 2003. Ainda constam as edições especiais, dentre elas a número um, de 1968, onde se pode ler todas as matérias daquela data.
Existe adequação ao meio digital, pelos chega-se onde quiser, podendo-se escolher entre um assunto ou outro. Em relação à interação com os leitores a revista apresenta fóruns, enquetes, acesso às notícias pelo celular. Os visitantes do site podem falar diretamente com a revista, mandando
e-mails para os repórteres, o subeditor, os departamentos comerciais, assinantes e anunciantes ou de forma genérica escreve-se a
Veja on-line.
É lamentável que uma revista cujo conteúdo é tão abrangente e mais profundo do que as notícias diárias tenha um sistema de busca tão complicado. Não é possível digitar uma palavra e encontrar o assunto pelo qual se procura. É necessário antes saber em qual edição a revista abordou o fato.Mas, para quem quiser ficar atualizado é só preencher o formulário e receber as notícias pelo e-mail.
A revista possui um arquivo extenso de informação que se abre em
links para os mais variados assuntos, servindo como uma rica fonte de pesquisa. Do pentacampeonato alcançado pelo futebol brasileiro até a crise nuclear da Coréia do Norte, bem como a guerra no Iraque, com links para vários momentos do conflito, desde o "onze de setembro" até o que aconteceu minutos atrás.
Os textos com as atualizações não são muito longos em não vêm acompanhados de fotos, existe uma galeria à parte
de onde se pode abrir vária fotos relacionadas ao assunto que se está lendo. Assuntos em destaque, como a guerra no Iraque, ganham contextualização em
Veja On-line. Os
hyperlinks são de ordem comercial, e ainda existem aqueles que remetem a trailers de filmes partes de séries da televisão, clips, dentre outros.
A revista é uma fonte importante de consulta, uma vez que trata de variados assuntos, com destaque para aqueles de maior interesse público. Não há um sistema eficiente de busca, apenas a lista de arquivos. Mas para quem sabe em qual edição encontrar o assunto desejado o ve´iculo é muito prática basta clicar em arquivos e lá está à disposição do leitor todos os exemplares editados desde 1997. Entretanto; para assuntos como a guerra veja resgata tudo o que se possa relacionar e abre
links ao leitor. Esse é um dos pontos importantes, que pode servir até mesmo como fonte de pesquisa a estudantes.
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Jornal paulista em relação ao jornal mineiro na cobertura da guerra
A
Folha On Line procura ser mais completa no que se refere à cobertura da guerra, ela além de trazer mais informações do que o
Estado de Minas ainda tem na primeira página vários links com as notícias mais recentes, não só do que acontece em no Iraque, mas com informações sobre conseqüências da guerra em outros países.
Além disso, a
Folha tenta relacionar o acontecimento a outros fatos em países próximos onde ocorre o conflito, como a constante intolerância entre israelenses e palestinos, bem como o que pensa o papa sobre o futuro de cristãos e muçulmanos. Enfim, o jornal procura ser bastante abrangente estabelecendo conexões entre o que acontece no Iraque e no resto do mundo.
Com muitas imagens, ilustrações e mapas a
Folha enche os olhos do leitor, utilizando-se de muitos recursos multimídia para que se possa entender melhor o os acontecimentos no Iraque dos mais variados ângulos. A estratégia dos envolvidos é explicada por meio de gravuras, procurando informar didaticamente o leitor.
Existe uma chamada para a questão do turismo, como os turistas reagem à guerra. Isso faz perceber que o jornal não está apenas absorvendo as informações sobre o que acontece no Iraque, mas estabelecendo relação entre o conflito e o resto do mundo que não está alheio a um acontecimento dessa natureza. Indiretamente o mundo está envolvido e certamente sofre e sofrerá as conseqüências da guerra
O
Estado de Minas tenta mostrar o máximo ao leitor, fazê-lo pensar de forma mais abrangente, quando coloca textos dos professores da Puc Minas falando sobre o assunto.Mas, a
Folha tem uma estrutura maior para proporcionar uma informação mais completa. Isso se pode perceber na primeira página, quando o jornal paulista traz mais possibilidades de notícias sobre a guerra, sem, no entanto, deixar de informar sobre outros assuntos de interesse nacional. O
Estado de Minas coloca o conflito em destaque na sua primeira página, dando também espaço aos outros assuntos, principalmente os regionais, mas não há muita informação sobre a guerra na primeira página, apenas uma chamada para quem quiser saber mais sobre o assunto. Em relação à Folha, o seu conteúdo, a forma de chamar atenção para o conflito é imensamente menor.
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Jornais mineiros e a cobertura da guerraOs jornais Estado de Minas e O Tempo cobrem a guerra no Iraque de forma diferente. Ambos procuram atualizar as notícias, mas o grande jornal dos mineiros é mais preciso nas chamadas, dando as informações detalhadas do que ocorre. A última notícia em ambos era sobre o quanto os ataques atingiam os civis em Bagdá.
O Tempo deu uma chamada mais geral para o assunto, já o Estado de Minas informou na chamada o número de civis mortos e de feridos, além dos militares atingidos. A informação do segundo jornal passa mais confiança nos dados oferecidos, como se um repórter estivesse presenciando os fatos e relatando-os, eles citam várias fontes dando mais credibilidade ao conteúdo. Em O Tempo o texto é bem geral parecendo que foi apenas um texto que pagara das agências de notícias e resumiram para o público, ou seja, alguém apenas repassando uma história que ouviu, mas de forma genérica.
Quanto à distribuição das notícias, a diagramação das páginas o Estado de Minas é mais chamativo, no que se refere à continuidade da notícia. Existem links para outras páginas, oferecendo ao leitor que quer saber mais sobre o conflito uma série de opções. Para isso, o jornal associou-se a Puc Minas, disponibilizando textos de professores dos departamentos de Ciências Sociais e Relações Internacionais, nos quais fazem uma análise dos acontecimentos. Além disso, ainda abrem espaço para a interação com uma enquête, bem como um fórum no qual a participação é pequena, mas o leitor pode dizer o que pensa.
No jornal O Tempo a cobertura limita-se a resumir os fatos, mas quem quer se informar não adianta procurar a página do jornal, pois vai sair de lá sem saber quase nada. A internet é muito rápida e sempre exige atualização e precisão, pois não dá para confiar num conteúdo que seja superficial, uma vez que num click se pode encontrar, informações simultâneas, cruzá-las, para saber a qual oferece confiabilidade.